Os protestantes e a devoção a Maria

Os nossos irmãos protestantes e a questão da devoção dos católicos a Virgem Maria.

Os-protestantes-e-a-devoção-a-Maria-225x300Padre Paulo Ricardo tem pregado muito a respeito da consagração a Virgem Maria, segundo o método do livro “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Recentemente, o sacerdote pregou na Canção Nova sobre a consagração em nosso processo de santificação. Depois da palestra, Padre Paulo respondeu a algumas perguntas dos presentes sobre a consagração e a devoção a Nossa Senhora. A pedido de nossos leitores, postaremos esta série de artigos, divididos por temas, com as respostas do Padre Paulo.

Como se dá a conversão de nossos irmãos protestantes, se eles não acreditam na intercessão de Nossa Senhora?

Se Deus Pai está enviando o Espírito Santo sobre os protestantes, para gerar o Cristo neles, Maria é Mãe deles, quer reconheçam, quer não. São Tomás de Aquino diz que onde quer que esteja a verdade, aí está o Espírito Santo. Se um ateu, fazendo uma pesquisa descobre uma verdade, aí está o Espírito, que o Pai enviou, e alguma coisa do Cristo está se realizando. Se Jesus está presente, Maria também está. Nossa Senhora é Mãe da humanidade, dos filhos que a reconhecem e dos filhos que não a reconhecem. Isso é uma consolação para você que é pai ou mãe de família e tem filho rebelde, que não quer saber de Igreja e está por aí, perdido nas drogas, no sexo desregrado. Maria é Mãe do seu filho, quer ele reconheça, quer não. Por isso, entregue tudo nas mãos de Nossa Senhora.

O que vai acontecer com os protestantes que não amam Nossa Senhora quando eles chegarem no Céu?

Quem julgará os corações será Deus. O que importa é nos humilhar diante de Deus. Quando uma pessoa, que achava a devoção a Nossa Senhora um exagero, chegar no Céu e vir Maria, nesse momento é que saberemos se ela vai ter humildade. Ela poderá reconhecer o desígnio de Deus, de fazer dela a maior de todas as criaturas, Rainha do Céu e da Terra, ou dirá: se é desse jeito eu não entro. Pois, assim é que as pessoas são condenadas ao inferno. Deus se apresenta em sua bondade e misericórdia e as pessoas O renegam. A resposta a essa pergunta vai depender se a pessoa não aceitava Maria por zelo. Será que essa pessoa nega a Igreja Católica ou uma caricatura da Igreja que apresentaram pra ela? Pode ser que a pessoa foi convencida que a Igreja Católica é um antro de perdição, de idolatria e estão cegos. Se a pessoa está cega por ignorância, ela será salva, mas se foi por soberba, será difícil ela se dobrar diante de Deus.

O que fazer quando os protestantes nos atacam com palavras?

Eu desaconselho o debate com esses nossos irmãos protestantes quando nos visitam e atacam a Igreja Católica, porque eles são treinados para não nos ouvir. Eles são treinados para desestabilizar o católico. Eles jogam uma pergunta após a outra, e estamos respondendo mas eles não estão nos ouvindo. Eles tem uma lista de perguntas para fazer e nos desestabilizar, para colocar dúvida na nossa cabeça. Eles são treinados para não dialogar e não nos ouvir. Infelizmente esta é a realidade a respeito da maior parte dos protestantes, a não ser aqueles que são muito abertos ao diálogo. A grande maioria deles é treinada para não ouvir. Então não devemos debater com os protestantes, nem mesmo responder à primeira pergunta. Porque se tentarmos responder, estaremos fazendo o que a pessoa quer, que é nos desestabilizar. O melhor a fazer é não falar com eles sobre religião.

Ouça a palestra e as respostas de Padre Paulo Ricardo na íntegra:

http://soundcloud.com/todo-de-maria/a-consagracao-e-a-nossa-santificacao

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Os bens deste mundo e os bens eternos

Existe uma oposição entre os bens deste mundo e os bens eternos, entre o reino deste mundo e o Reino dos Céus.

Os-bens-deste-mundo-e-os-bens-eternos-224x300Jesus nasceu pobre e viveu toda a sua vida na pobreza e na simplicidade, por isso, sabia muito bem que a ganância era um risco para os homens: “Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens” (Lc 12, 15). A preocupação dos homens passa a ser o lucro, o aumento de suas riquezas e não mais o Senhor, que lhes deu tudo que possuem. Tal cuidado excessivo com os bens terrenos, faz com que estes não se preocupem com os bens celestes, com a salvação. Dessa forma, as riquezas deste mundo tomam o lugar Daquele a quem pertence toda a riqueza deste mundo.

Trocando os bens transitórios, passageiros, deste mundo pelos bens eternos, passamos a viver num mundo irreal, num mundo imaginário, como o daquele agricultor insensato, que pensava fazer um bom negócio destruindo seus celeiros e construindo maiores, com a intenção de acumular seus bens (cf. Lc 12, 18). Porém, mas sabia ele que sua vida neste mundo estava por acabar (cf. Lc 12, 20).

Conosco acontece o mesmo, pois não sabemos o dia nem a hora da nossa partida deste mundo. Ainda que façamos tudo para prolongar a nossa vida e busquemos segurança para os bens deste mundo, não somos capazes de prever o futuro. Muito pelo contrário, não temos controle total nem mesmo sobre a nossa existência presente. Hoje estamos vivos, mas amanhã podemos não estar mais. Hoje podemos ter muitos bens, mas amanhã podemos perder tudo que temos.

Neste mundo, não temos nenhuma segurança, pois as coisas desse mundo são transitórias, elas passam, como também passam as nossas vidas. Porque então nos preocupar com tantas coisas? Hoje, somos chamados a nos confiar inteiramente a Deus, as nossas vidas, os nossos bens, a nossa família, os nossos amigos. Pois, somente Ele é capaz de nos dar o verdadeiro bem, que é a graça. Sem Deus, tudo que possamos ter neste mundo não é nada, é passageiro, é uma ilusão que se desfaz diante dos nossos olhos.

Nós somos convidados a abraçar a nossa realidade de pessoas limitadas, que possuem bens, que por mais valiosos que sejam, são passageiros. Nossa vida neste mundo é passageira, da mesma forma como a vida daqueles que queremos bem. Só Deus não passa, só Ele não muda, por isso, devemos nos confiar inteiramente a Seus cuidados. Confiemo-nos a Jesus Cristo, pelas mãos da Virgem Maria, pois ela é a dispensadora dos bens celestes. Ela nos quer confiar o verdadeiro bem, Jesus Cristo, Filho de Deus e o Reino dos Céus.

Nossa Senhora não é somente Mãe de Jesus Cristo, mas é também Mãe de todos os cristãos. “Pela sua plena adesão à vontade do Pai, à obra redentora do Filho e a todas as moções do Espírito Santo, a Virgem Maria é para a Igreja o modelo da fé e da caridade” (Catecismo da Igreja Católica, 967). Maria é modelo, mas seu papel em relação à Igreja e à toda a humanidade vai ainda mais longe. A Virgem Maria “cooperou de modo inteiramente singular, com a sua fé, a sua esperança e a sua ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É, por essa razão, nossa Mãe, na ordem da graça”(Constituição dogmática Lumen Gentium, 61). Sendo Maria nossa Mãe na ordem da graça, nos confiemos inteiramente a ela para que nos desapeguemos dos bens deste mundo e alcancemos a salvação e os bens celestes.

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I Cenáculo com Maria na Paróquia de São Simão, em Simões – Piauí

Aconteceu neste domingo dia 12, na paróquia de São Simão, em Simões – Piauí, o primeiro Cenáculo com Maria, momento promovido pelo Grupo de Oração Jesus Te Ama da Renovação Carismática Católica e Missão: Ave-Maria.

O primeiro Cenáculo com Maria que teve como tema: Filho eis ai a tua mãe, mãe eis ai o teu filho, conforme narra o evangelho de São João 19, 26, contou com a presença e pregação do Padre Francidilso Nascimento e das Irmãs Bethânia e Rebeca, da Fraternidade O Caminho.

O encontro que aconteceu durante todo o domingo, teve suas pregações voltadas a devoção para Nossa Senhora, bem como momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento e ao final do encontro aconteceu ainda um momento de partilha com todas as mães, em comemoração ao seu dia.

As irmãs da Fraternidade O Caminho, além de acompanharem toda a programação do Cenáculo com Maria, participaram no dia seguinte do 6º aniversário da Missão Ave-Maria, que aconteceu com a procissão de Nossa Senhora de Fátima até o morro dedicado a ela e a Santa Missa presidida pelo pároco Padre Francidilso.

“Para nós esses dias tem sido de muita alegria, mas acima de tudo de muito fortalecimento não apenas para nós que realizamos esse evento, mas sobretudo para a comunidade, que se sentiu tão próxima de Maria e por consequentemente de Jesus. A presença das irmãs de Fraternidade O Caminho foram de grande força para nós, elas que vivem sua total entrega ao serviço do reino de Deus e que nesses dias nos agraciaram com a sua presença” diz Hugo Júnior, membro da RCC e idealizador da Missão: Ave-Maria.

Ainda neste dia 13 de maio, aconteceu a renovação e consagração de quatros pessoas a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Veja algumas fotos:

A verdade sobre o culto aos Anjos e Santos, veneração a Nossa Senhora e Adoração a Deus

O Católico autentico é aquele que conhece a fundo sua Fé, é aquele que não se deixa levar por falácias sem fundamento e acima de tudo defende sua Igreja

Nossa Senhora, não é mais que Deus, nem mais que Jesus, mas não podemos vê-la como uma mulher qualquer, pois o simples fato de ser mãe do Salvador já a torna uma mulher CHEIA DE GRAÇA, sem falar que desde o inicio do cristianismo, como narra a história e registros autênticos desta época.

 Fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III

Fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do início do século III

Essa imagem nos mostra que desde os primeiros séculos dos cristãos pintaram e esculpiram imagens de Jesus, de Nossa Senhora, dos Santos e dos Anjos, não para adorá-las, mas para venerá-las. As catacumbas e as igrejas de Roma, dos primeiros séculos são testemunhas disso.

Só para citar um exemplo, podemos mencionar aqui o fragmento de um afresco da catacumba de Priscila, em Roma, do inicio do século III. É a mais antiga imagem da Santíssima Virgem, uma das mais antigas da arte cristã, sobre o mistério da Encarnação do Verbo. Mostra a imagem de um homem que aponta para uma estrela situada acima da Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços.

“O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado” São Tomás de Aquino (1225-1274).

E assim, quero concluir afirmando ainda que nenhum ensinamento da Igreja Católica Apostólica Romana vem afirmar que devemos adorar imagens, pelo contrario, a Igreja nos apresenta uma norma no culto, e assim divide-se em três classes, sendo elas:

Culto de Latria (grego: ‘latreuo’, que quer dizer adorar), ou seja, esse é o culto reservado unicamente a Deus;

Culto de Dulia (grego: douleuo, que quer dizer honrar), ou seja, esse culto é direcionado aos anjos e santos;

Culto de Hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra), ou seja, acima do culto de honra e sem atingir o culto de adoração, onde a Igreja coloca a Virgem Maria nesta posição;

No sentido verbal, adorar (ad orare) significa simplesmente orar ou reverenciar alguém. A Sagrada Escritura usa o termo ‘adorar’ em varias acepções, tanto no sentido douleuo como de latreuo, como veremos textos da “vulgata”, Bíblia Católica original e escrita em latim:

“Tu adorarás o teu Deus” (Mt. 4, 10)

“Abraão, levantando os olhos, viu três varões em pé, junto a ele. Tanto que ele os viu, correu da porta da tenda a recebe-los e prostrando em terra os adorou”Gn. 18, 2).

Eis os dois sentidos bem indicados pela própria Bíblia: adoração suprema, devida só a Deus; adoração de reverencia, devida a outras pessoas.

A adoração é, eminentemente, um ato interior do homem, que pode se manifestar de formas variadas, conforme as circunstancias e as disposições de alma de cada um.

Os atos exteriores – como genuflexão, inclinação, etc -, são classificados tendo em vista o “objeto” a que se destinam. Se é aos santos que se preta inclinação, é claro que se trata de um culto de dulia. Se é a Deus, o culto é de latria.

Alias, a inclinação pode ser até um ato de agressão, como no caso dos soldados de Pilatos que, zombando de Nosso Senhor “lhe cuspiram o rosto e, prostrando-se de joelhos, o adoraram” conforme nos narra Marcos 15, 19.

Fontes de pesquisas:

Professor Felipe Aquino
arquidiocesedecampogrande.org.br
Catecismo da Igreja Católica

Ubi Petrus ibi Ecclesia

O Vigário de Cristo é lembrado de um modo mais especial no dia 22 de Fevereiro pelo orbe católico, por ocasião da festa da Cátedra de São Pedro. Esta celebração teve início no século IV, como sinal de unidade fundada sobre o príncipe dos apóstolos por Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt. 16,19).

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Mas, qual o motivo de se celebrar uma cátedra? O que ela significa? Não parece mais apropriado homenagear a pessoa do papa à sua cadeira? Contudo, é mais grandioso e submisso celebrar a festa da Cátedra de São Pedro porque se celebra a autoridade do papado, e este enquanto tendo uma cátedra infalível que se dirige ao mundo inteiro. Pois, nos diz Santo Ambrósio: “Onde está Pedro está a Igreja”.[1]

Até onde chega essa autoridade? Assim afirma Dr. Plinio: “O Papa é o ponto de atração de todas as inteligências e de todos os corações. Sua Majestade, sublime e excelsa entre todas, supera o humano e atinge o divino. Por isso não se poderia imaginar um homem com tal poder, cair em erro, em matéria de fé e moral. Então, é dada ao Papa a graça única da Infalibilidade, por onde ele não consegue cair em erro”.[2]

Ora, de tal maneira a Igreja Católica está vincada à Cátedra de São Pedro que onde não há a aprovação do Papa não há Catolicidade. O verdadeiro fiel sabe que o Papa resume e compendia em si toda a Igreja Católica […]. Porque tudo quanto há na Igreja de santidade, de autoridade, de virtude sobrenatural, tudo isto, mas absolutamente tudo sem exceção, nem condição, nem restrição está subordinado, condicionado, dependente da união à Cátedra de São Pedro. As instituições mais sagradas, as obras mais veneráveis, as tradições mais santas, as pessoas mais conspícuas, tudo enfim que mais genuína e altamente possa exprimir o Catolicismo e ornar a Igreja de Deus, tudo isto se torna nulo, maldito, estéril, digno do fogo eterno, e da ira de Deus, se separado do Romano Pontífice. […] para nós, entre o Papa e Jesus Cristo não há diferença. Tudo que diga respeito ao Papa diz respeito direta, íntima e indissoluvelmente a Jesus Cristo.”[3]

Portanto, a festa da Cátedra de São Pedro é de suma importância para toda a Igreja, e nos mostra o quanto a pessoa do Papa é o elo entre o céu e a terra. E aqueles que não o seguem em sua bondade paternal, desviam-se dos princípios evangélicos, se afastando do caminho da salvação.

Agradeçamos a Nosso Senhor Jesus Cristo a instituição desta cátedra infalível, que é propriamente a coluna do mundo, porque se não houvesse infalibilidade, o mundo estaria perdido.

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[1] SANTO AMBRÓSIO, in: ROHRBACHER, vida dos Santos. Vol. II, São Paulo: ed. das Américas,1959.

[2] CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Legionário, Março,1942.

[3] Idem.1944.

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