A tentação do desânimo

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Somos constantemente interpelados pela Palavra de Deus à vivência da fé pela prática diária da oração e das boas obras. A alma que permanece sempre em comunhão com Deus, seja no trabalho, seja nos estudos ou em qualquer momento do dia, goza de uma profunda confiança e um deliberado abandono às moções do Espírito Santo. No fim da carta de São Paulo à comunidade de Éfeso, o ‘apóstolo dos gentios’ esclarece o caráter sobrenatural de nossa luta espiritual que diariamente somos convocados a travar (cf. Ef 6, 10-17):

“Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as formas espirituais do mal [espalhadas] nos ares” (Ef 6, 12).

Como bem sabemos, a vida não é uma mar de rosas! A natureza humana, após o pecado de nossos primeiros pais, é marcada pelos sofrimentos e pelas desventuras. Neste “vale de lágrimas”, o único apoio seguro da alma é a oração. No entanto, são justamente nestes duros momentos da vida que, ao invés de intensificarmos a nossa oração, regredimos espiritualmente e aos poucos, o desânimo se instala e atinge todo o nosso ser. Paulo bem adverte a comunidade de Éfeso à orar mais nos momentos de tribulação:

“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos” (Ef 6, 18).

Diante da tentação do desânimo, frente à tibieza de não mais querer lutar contra o pecado, não podemos retroceder. Respondamos aos nossos sofrimentos à altura: quanto maior for a tribulação, maior deverá ser o fervor da nossa oração! Lembre-se desta palavra [DECISÃO]! Quando o corpo já não mais querer corresponder aos anseios da alma, que reclama à oração, eis o que devemos pedir ao Senhor, como reza Davi:

“Ó meu Deus, criai em mim um coração que seja puro. Dai-me de novo um espírito decidido” (Salmo 50, 12).

Peçamos a Deus a graça de vivermos independentes dos apetites do corpo, que nos inclina ao desânimo, mas escutemos a voz do Espírito Santo, que nos chama à oração! Vivamos de fé! Decidamo-nos a orar sempre, em todas as circunstâncias, independente de nossa vontade, pois, “a oração é o oxigênio da alma” (Santa Teresa).

Fonte: escravidaosanta.blogspot.com.br

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Publicado em 9 de julho de 2013, em Uncategorized. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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