070162Toda discussão sobre o aborto repousa em uma dúvida aparente: o feto é pessoa ou não? Na verdade, a resposta a essa pergunta define se o aborto é uma cirurgia de uma parte acessória do corpo da mulher ou um homicídio praticado contra um inocente sem capacidade alguma para defesa (o crime mais hediondo a ser imaginado).

Para os defensores do aborto, o feto não pertence à espécie humana, mas seria um amontoado de células. Por essa razão, extirpá-lo do corpo da mãe não envolveria uma questão moral, isto é, uma concepção sobre o que é bom ou mal, mas uma questão de saúde.

A afirmação de que o feto não é pessoa, ou seja, não pertence à espécie humana, obriga-nos a refletir sobre o conceito de espécie. Podemos dizer que três elementos combinados determinam se dois seres pertencem a uma mesma espécie: (1) características fundamentais comuns, (2) que são adquiridas desde a sua concepção e que (3) não podem ser separadas. Podemos olhar para dois cachorros e percebermos que eles(1) compartilham determinadas características fundamentais, (2) essas características não foram “adicionadas” a eles em um determinado momento de sua existência, mas os acompanham desde a concepção e(3) não podem ser retiradas dos cachorros, isto é, acompanhar-lhes-ão até o fim de suas existências.

Assista ao Vídeo – A Industria do Aborto:

A importância do conceito de espécie para a questão do aborto é que nós não podemos decidir “a partir de quando” um ser pertence a uma espécie; podemos apenas reconhecer “se” ele pertence ou não a uma espécie. Uma lei que dissesse que “cachorros com mais de dez anos não são mais cachorros, portanto, podem ser maltratados” causaria estranheza e ofenderia a nossa racionalidade, pois nossa inteligência percebe que a espécie de um ser é definitiva e não está sujeita à nossa decisão. Se eu digo que, a partir de um momento, um cachorro é um gato, isso pode até fazer com que eu seja considerado um louco, mas não o transforma em um gato.

Cada um de nós, que pertencemos à espécie humana, somos assim desde que fomos concebidos. Não aconteceu nada de novo em alguma fase da nossa trajetória. Os que dizem que o feto somente é pessoa “a partir de…” querem que acreditemos que, antes desse momento (“as doze semanas”, “a formação do sistema nervoso central”, etc), éramos outra coisa que não pessoas (talvez tomates ou berinjelas).

Esse argumento já foi utilizado em outros momentos da história humana. Os nazistas, dispostos a exterminar judeus, ciganos, pessoas com deficiência, entre outros, construíram uma argumentação esquizofrênica segundo a qual os seres pertencentes a esses grupos não pertenciam à espécie humana. Hoje, temos a certeza de que essa concepção era uma loucura completa, mas não podemos esquecer que ela foi aceita e compartilhada por muitos, e os efeitos dessa crença irracional causaram uma das mais dolorosas feridas à existência humana.

A pretensão de decidir “a partir de quando” ou “até quando” alguém é pessoa humana é um dos maiores riscos a que uma sociedade pode ser exposta, pois ela contraria uma das maiores conquistas alcançadas pela história humana: o reconhecimento da dignidade da pessoa humana. Ao utilizarmos essa expressão, queremos dizer que devemos um respeito fundamental a cada ser humano simplesmente porque ele pertence à espécie humana, independente de qualquer outro critério (raça, cor, nacionalidade, idade, etc).

Quando, no entanto, pretendemos definir, por leis ou convenções, em que circunstâncias alguém é pessoa, esvaziamos completamente o conceito de dignidade da pessoa humana, pois, de que adianta reconhecermos que ela tem direitos (pelo simples fato de ser pessoa), se podemos decidir quem é pessoa?

Evandro Gussi cancaonova.com | evandrogussi.com.br

Anúncios

Reze a Quaresma de São Miguel Arcanjo

A partir de hoje dia 15 de agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora (que no Brasil é celebrada no Domingo seguinte quando o dia 15 não cair em um Domingo), começamos a rezar a Quaresma de São Miguel Arcanjo. As devoções devem nos ajudar a viver melhor a nossa fé e o nosso relacionamento com Deus. Esse é o primeiro motivo pelo qual devo ter e rezar as santas devoções e também para interceder pelas minhas causas e pelas causas de meus irmãos. Uma devoção sadia nunca ocupa o lugar das praticas essenciais de nossa fé, como participar da Eucaristia Dominical, dos Santos Sacramentos, da leitura da Palavra de Deus e a pratica da Caridade. O maior fruto das nossas devoções é ter um coração cada vez mais aberto para Deus e para os irmãos.

Conheça mais sobre a Quaresma de São Miguel Arcanjo, assista ao vídeo:

Fonte: cancaonova.com / Padre Paulo Ricardo

lancamento_site_picosO site da Diocese de Picos é atualizado pela 3ª vez, ganha novo dinamismo com notícias da Igreja e informações de interesse coletivo com maior interatividade através das redes sociais

Está programado para esta quinta-feira (15), o lançamento do site repaginado da Diocese de Picos, dentro da programação que marca o encerramento da Festa da Padroeira. A escolha por este dia, possui uma motivação especial, que é justamente o fato de Nossa Senhora dos Remédios ser a Padroeira da cidade e da Diocese de Picos.

O Bispo Diocesano de Picos, dom Plínio José Luz da Silva, informou que “o novo site chega com um novo layout, mais conteúdo de notícias da Igreja, do Brasil e do mundo, vídeos, informações de interesse de toda a sociedade e a agenda das atividades”, ressalta.

Dom Plínio José disse que as notícias aparecem com maior destaque na nova página que entra na rede, a partir desta quinta-feira. Os sites e blogs das paróquias, também terão melhor visibilidade para serem acessados mais facilmente.

A adesão dos padres da Diocese ao projeto de comunicação social que vem sendo desenvolvido em âmbito diocesano é visto com satisfação por dom Plínio. “Esse é um sinal de que o uso da comunicação para o serviço da Evangelização, não é mais uma iniciativa só da diocese”, reconhece.

“Eu vejo esse interesse dos padres pela comunicação, como uma sintonia bem ampla pela comunicação por parte das paróquias. Eu acho isso muito rico”, diz o Bispo de Picos. Para ele, o bom uso desses recursos de comunicação devem contribuir para aproximar as pessoas e as comunidades.

Dom Plínio José destacou ainda a convergências de mídias. O novo site da Diocese, a exemplo do anterior, terá um link com o áudio da Rádio Educativa de Picos Cultura FM, levando ao internauta a programação da emissora em tempo real, bem como a Web Rádio Diocese, a Web TV Diocese e ainda o site da própria Rádio Cultura.

O Bispo de Picos disse estar confiante de que o projeto de comunicação da Diocese de Picos entra agora numa nova fase, com a possibilidade real de ser um instrumento mais útil a serviço da Igreja e da sociedade, “levando notícias credíveis”, finalizou.

Acesse: http://www.diocesedepicos.org.br/

A tentação do desânimo

véu2

Somos constantemente interpelados pela Palavra de Deus à vivência da fé pela prática diária da oração e das boas obras. A alma que permanece sempre em comunhão com Deus, seja no trabalho, seja nos estudos ou em qualquer momento do dia, goza de uma profunda confiança e um deliberado abandono às moções do Espírito Santo. No fim da carta de São Paulo à comunidade de Éfeso, o ‘apóstolo dos gentios’ esclarece o caráter sobrenatural de nossa luta espiritual que diariamente somos convocados a travar (cf. Ef 6, 10-17):

“Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as formas espirituais do mal [espalhadas] nos ares” (Ef 6, 12).

Como bem sabemos, a vida não é uma mar de rosas! A natureza humana, após o pecado de nossos primeiros pais, é marcada pelos sofrimentos e pelas desventuras. Neste “vale de lágrimas”, o único apoio seguro da alma é a oração. No entanto, são justamente nestes duros momentos da vida que, ao invés de intensificarmos a nossa oração, regredimos espiritualmente e aos poucos, o desânimo se instala e atinge todo o nosso ser. Paulo bem adverte a comunidade de Éfeso à orar mais nos momentos de tribulação:

“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos” (Ef 6, 18).

Diante da tentação do desânimo, frente à tibieza de não mais querer lutar contra o pecado, não podemos retroceder. Respondamos aos nossos sofrimentos à altura: quanto maior for a tribulação, maior deverá ser o fervor da nossa oração! Lembre-se desta palavra [DECISÃO]! Quando o corpo já não mais querer corresponder aos anseios da alma, que reclama à oração, eis o que devemos pedir ao Senhor, como reza Davi:

“Ó meu Deus, criai em mim um coração que seja puro. Dai-me de novo um espírito decidido” (Salmo 50, 12).

Peçamos a Deus a graça de vivermos independentes dos apetites do corpo, que nos inclina ao desânimo, mas escutemos a voz do Espírito Santo, que nos chama à oração! Vivamos de fé! Decidamo-nos a orar sempre, em todas as circunstâncias, independente de nossa vontade, pois, “a oração é o oxigênio da alma” (Santa Teresa).

Fonte: escravidaosanta.blogspot.com.br

Padre Paulo e a sua consagração a Maria

O Padre Paulo Ricardo tem pregado muito a respeito da consagração a Virgem Maria, segundo o método do livro “Tratado da Verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort. Recentemente, o sacerdote pregou na Canção Nova sobre a consagração em nosso processo de santificação. Depois da palestra, Padre Paulo respondeu a algumas perguntas dos presentes sobre a consagração e a devoção a Nossa Senhora. A pedido de nossos leitores, postaremos esta série de artigos, divididos por temas, com as respostas do Padre Paulo. O primeiro artigo foi sobre os protestantes e a devoção a Maria. O segundo, sobre a validade da consagração dos filhos pelos pais. O terceiro artigo responde a algumas perguntas sobre a consagração e a oração do Terço. Neste quarto artigo, Padre Paulo Ricardo testemunha brevemente sobre a sua consagração a Virgem Maria.

O que levou o Padre Paulo Ricardo a se consagrar depois de 18 anos de sacerdócio?

O que me levou a fazer a consagração foi um milagre do Beato João Paulo II. Eu fui ordenado pelo Papa João Paulo II, no dia 14 de junho de 1992. Eu comecei a descobrir a consagração depois que ele morreu. Eu achava ridículo e insuportável a devoção a Nossa Senhora. Sempre fui devoto de Maria, rezava o Terço, rezava uma Ave-Maria depois da liturgia das horas, falava dela nas pregações, rezava Nossa Senhora no sábado. Eu tinha devoções a ela, mas dizer que tudo era através dela eu achava um devocionismo, um exagero de João Paulo II. Não concordava com o “totus tuus” do Santo Padre. Eu dizia que era todo de Jesus e não todo de Maria. O Papa morreu e lá no Céu ele conseguiu fazer o que não fez aqui na Terra. Eu sempre digo que converter uma Padre é um milagre maior do que levantar uma pessoa da cadeira de rodas, porque é muito difícil.

Assista vídeo do Padre Paulo Ricardo sobre João Paulo II e a sua devoção a Virgem Maria:

blog.cancaonova.com/tododemaria